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domingo, 30 de setembro de 2012

Avaliação do TDAH

Avaliação do TDAH

É muito comum ouvirmos alguns professores dizerem que tem um aluno hiperativo em sala. O problema é que muitos confundem agitação (instabilidade psicomotora) ou falta de limite com esta dificuldade de aprendizagem tão séria. Esta atitude de rotular o aluno muitas vezes é utilizada para mascarar a dificuldade (do professor) em lidar com a criança (o que é comum, já que somos humanos). Devido a isso estou colocando à disposição a tabela de avaliação do TDAH e informações muito importantes a respeito do diagnóstico; pois este não depende só do professor e da psicopedagogia, mas de uma equipe multidisciplinar.
Para maiores esclarecimentos verifiquem a postagem sobre transtornos de atenção.

O questionário abaixo é denominado SNAP-IV e foi construído a partir dos sintomas do Manual de Diagnóstico e Estatística - IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiátrica. Você também pode imprimir e levar para o professor preencher na escola. Esta é a tradução validada pelo GEDA – Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da UFRJ e pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UFRGS.





Como avaliar:

1) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a 9 = existem mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente.

2) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10 a 18 = existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa criança ou adolescente.


O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A! Veja abaixo os demais critérios.


CRITÉRIO A: Sintomas (vistos acima)

CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade.

CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., na escola, no trabalho, na vida social e em casa).

CRITÉRIO D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos sintomas.

CRITÉRIO E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.
Como suspeitar do diagnóstico:
1) Pelo menos 6 sintomas VERDES e menos que 6 sintomas ROSA: TDAH Tipo Predominantemente DesatentoPelo menos 6 sintomas ROSA e menos que 6 sintomas VERDES: TDAH Tipo Predominantemente Hiperativo-Impulsivo6 ou mais sintomas VERDES e 6 ou mais sintomas ROSA: TDAH Tipo Combinado.2) Os CRITÉRIOS B, C, D devem obrigatoriamente ter resposta SIM.
3) O CRITÉRIO E necessita da avaliação de um especialista, uma vez que os sintomas do Critério A ocorrem em muitos outros transtornos da infância e adolescência.
Se os critérios A, B, C, D e E estiverem atendidos de acordo com o julgamento de um especialista, o diagnóstico de TDAH é garantido.

TESTE PSICOPEDAGÓGICO "Os três porquinhos"



OBJETIVO

Verificar o nível de operatoriedade de crianças.


PÚBLICO-ALVO


A partir de 3 anos.


APLICAÇÃO

Individual, sem limite de tempo, sendo que a maioria das aplicações leva em média de 5 a 10 minutos para cada prancha, totalizando um tempo de aproximado 1 hora.


DESCRIÇÃO

Esta técnica é composta por 8 pranchas, possuindo como elemento básico a história de Os três porquinhos. A criança conta uma história para cada uma das pranchas apresentadas. A correção é realizada pela avaliação qualitativa, com base nos níveis de operatoriedade propostos por Piaget, sensório-motor, pré-operacional, operatório concreto e lógico-formal, incluindo a transitividade de uma fase para outra.

>SOBRE O AUTOR

Leila Sara José Chamat: Pedagoga. Mestre em Psicologia da Saúde, Doutora em Psicologia do Escolar e Desenvolvimento. Formação em Hipnose Ericksoniana, Regressão e Reprogramação Mental pelo Instituto Sapiens, RJ, Participação e exposição em vários congressos e cursos diversos em Neurologia.
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Estudo da causalidade e contradição no conto "Os três porquinhos"
Outro teste bem interessante para avaliar o nível de operatoriedade é o estudo da causalidade e contradição no conto dos três porquinhos, da autora Leila Sara J. Chamat. Ele é

composto por 8 pranchas com a história dos três porquinhos.

Durante o processo de avaliação são feitas argumentações e contra-argumentações que levam o sujeito a pensar sobre as construções (os tipos de casas), os materiais utilizados, pesado ou leve, o fato das duas casas serem destruídas e a de tijolo se manter intacta. Além de avaliar as questões afetiva e social, indagando sobre o fato de não terem trabalhado juntos e construído apenas uma casa e onde os porquinhos, que perderam a casa, irão morar.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

REFLETIR


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DISCALCULIA

O QUE É DISCALCULIA?




1. O que é discalculia?

A palavra discalculia vem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco.



A Discalculia é uma desordem neurológica especifica que afeta a habilidade de uma pessoa compreender manipular números

Os transtornos de aprendizagem tais como: a dislexia, a dispraxia, disgrafia, a discalculia é diagnosticada uma deficiência específica na leitura, na escrita e na matemática. Os indivíduos que apresentam um baixo rendimento escolar, lentidão extrema da velocidade de resolução de questões, esperado para seu nível desenvolvimento e escolaridade.

De acordo com o National Joint Committee on Learning Disabilities –NJCLD2 , "Dificuldades de aprendizagem" é um termo genérico que diz respeito a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por problemas significativos na aquisição e uso da capacidades de escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou matemáticas.

A Discalculia é como uma desordem estrutural da maturação das capacidades matemáticas, sem manifestar, no entanto, uma desordem nas demais funções mentais generalizadas. A criança com discalculia enfrenta uma série de dificuldades na prática de lidar com os números, em que os erros com as operações, a confusão de sinais matemáticos, problemas com orientação espacial, entender palavras, dificuldade em lidar com grandes quantidades entre outras.

2. O que causa discalculia?

Os cientistas procuram ainda compreender as causas da discalculia, e para isso têm investigado em diversos domínios.
Neurológico: Discalculia foi associada com as lesões ao supramarginal e os giros angulares na junção entre os lóbulos temporal e parietal do cortex cerebral.
Déficits na memória trabalhando: Adams e Hitch discutem que a memória trabalhando é um fator principal na adição mental. Desta base, Geary conduziu um estudo que sugerisse que era um deficit de memória para aqueles que sofreram de discalculia. Entretanto, os problemas trabalhando da memória não confundidos com dificuldades de aprendizagem gerais, assim os resultados de Geary não podem ser específicos ao discalculia mas podem refletir um déficit de aprendizagem maiores.

Pesquisas feitas por estudiosos de matemática mostraram aumento da atividade de EEG no hemisfério direito durante o processo de cálculo algorítmico. Há alguma evidência de déficits direitos do hemisfério na discalculia.

Outras causas podem ser:
Memória a curto prazo que está sendo perturbada ou reduzida, fazendo-a difícil de recordar cálculos.
Desordem congênita ou hereditária. As indicações da mostra dos estudos desta, mas não são ainda concretos.
Uma combinação destes fatores.



3.Quais os sintomas da discalculia?

O indivíduo com discalculia pode ser capaz de entender conceitos matemáticos de um modo bem concreto, uma vez que o pensamento lógico está intacto, porém tem extrema dificuldade em trabalhar com números e símbolos matemáticos, fórmulas, e enunciados. Ela é capaz de compreender a matemática representada simbolicamente (10 + 3= 13), mas é incapaz de resolver o problema: "Maria tem dez balas e João tem três. Quantas balas eles tem no total?"
Dificuldades freqüentes com os números, confundindo as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.
Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito.
Falta de senso de direção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso.
A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.
Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.
Melhor nos assuntos tais como a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário.
Dificuldade com tempo conceitual e julgar a passagem do tempo.
Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos.
A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes em um nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos em uma cesta de compras.
Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros).
Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, e seqüências matemáticas.
Dificuldade de manter a contagem durante jogos.
Dificuldade nas atividades que requerem processamento de seqüências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita). Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.
A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).



4.Quais são os tipos e graus de discalculia?

Temos seis subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com outros transtornos:

1.Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.

2.Discalculia Practognóstica - dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente.

3.Discalculia Léxica - Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.

4.Discalculia Gráfica - Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.

5.Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos.

6.Discalculia Operacional - Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.

Dependendo do grau de imaturidade neurológica da criança, a discalculia pode

ser considerada em distintos graus:



1. Leve - o discalcúlico reage favoravelmente à intervenção terapêutica.



2. Médio - configura o quadro da maioria dos que apresentam dificuldades

específicas em matemáticas.

3. Limite - quando apresenta lesão neurológica, gerando algum déficit intelectual.



5.Quais os comprometimentos?

·Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;

·Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.

·Seqüenciar números: o que vem antes dos 11 e depois dos 15 – antecessor e sucessor.

·Classificar números.

·Compreender os sinais +, - , ÷, ×.

·Montar operações.

·Entender os princípios de medida.

·Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas.

·Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.

·Contar através dos cardinais e ordinais.

Os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:

1. Dificuldade na memória de trabalho;

2. Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;

3. Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefas de escrita);

4. Não há problemas fonológicos;

5. Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;

6. Dificuldade nas habilidades viso-espaciais;

7. Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.

São 7 os requisitos necessários para o aprendizado de matemática e as dificuldades causadas pela discalculia:

Ter compreensão dos conceitos de igual e diferente, curto e longo, grande e pequeno, menos que e mais que. Classificar objetos pelo tamanho, cor e forma Reconhecer números de 0 a 9 e contar até 10. Nomear formas. Reproduzir formas e figuras. Problemas em nomear quantidades matemáticas, números, termos, símbolos Insucesso ao enumerar, comparar, manipular objetos reais ou em imagens 6 a 12 anos.

Agrupar objetos de 10 em 10. Ler e escrever de 0 a 99. Nomear o valor do dinheiro. Dizer a hora. Realizar operações matemáticas como soma e subtração. Começar a usar mapas. Compreender metades, quartas partes e números ordinais. Leitura e escrita incorreta dos símbolos matemáticos 12 a 16 anos.

Capacidade para usar números na vida cotidiana.Uso de calculadoras. Leitura de quadros, gráficos e mapas. Entendimento do conceito de probabilidade.Desenvolvimento de problemas.Falta de compreensão dos conceitos matemáticos.Dificuldade na execução mental e concreta de cálculos numéricos.



6.Tem discalculia, esta destinada ao insucesso escolar?

Não, se for tratada precocemente. Alunos que apresentam os sintomas de discalculia podem freqüentar normalmente as salas de aula, pois, esse distúrbio tem um tratamento específico acompanhado por uma equipe de especialistas que tentar minimizar os efeitos dessa dificuldade em manipular os números.



7.A criança que tem discalculia pode ser reprovada?

Não, mas isso vai depender de como a criança está sendo avaliada.



8.Discalculia é um problema hereditário?

Sim ou congênito, mas não há nada comprovado.

9.Que profissional os pais devem procurar?

O diagnóstico do indivíduo pode ser notado já na pré-escola, quando ainda estar aparecendo alguns sinais do distúrbio, quando a criança apresenta dificuldade em responder às relações matemáticas, tais como: igual e diferente, maior menor. Mas ainda é cedo para um diagnóstico preciso. É só a partir dos sete ou oito anos, com a introdução dos símbolos específicos da matemática e das operações básicas, que os sintomas se tornam mais visíveis.

É importante chegar a um diagnóstico o mais rapidamente para iniciar as intervenções adequadas. O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar - Neurologista, Psicopedagogo, Fonoaudiólogo, Psicólogo - para um encaminhamento correto. Não devemos ignorar que a participação da família e da escola é fundamental no reconhecimento dos sinais de dificuldades.

Deve-se ter muito cuidado ao fazer um pré-diagnostico de uma criança com suspeita de discalculia, pois podemos estar cometendo um erro muito serio, bem como estar rotulando essa criança a um distúrbio que ela não tem, condenando um aluno para o resto de sua vida. Um fator muito importante é fazer a eliminação de suspeita de outros distúrbios tais como: acalculia é a total falta de habilidade para desenvolver qualquer tarefa matemática, que geralmente indica um dano cerebral. Esse problema afeta a criança a aprender os princípios básicos da contagem.



10.Quais são os tipos de intervenções pedagógicas?

O tratamento é efeito de forma minuciosa, em que o psicopedagogo é o protagonista dessa longa e árdua caminhada. A participação de outros profissionais é vista como uma valiosa participação tornando os trabalhos muito mais significativos. Entre eles o acompanhamento de neurologista, de um psicólogo, de um terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e a família. O paciente deve estar inteiramente disposto a aceitar o problema e o seu tratamento que dispõe de muitos custos.

Idealmente, os transtornos de aprendizagem devem ser tratados a partir de um conceito multidisciplinar, biopsicossocial. A avaliação deve ser abrangente e considerar todos os possíveis fatores que possam estar contribuindo para o problema. O cerne do atendimento é psicopedagógico, mas outros profissionais podem contribuir de forma significativa.

O médico neurologista, por exemplo, pode excluir e/ou tratar fatores agravantes, tais como transtornos de ansiedade, depressão hiperatividade, epilepsia etc.

As psicólogas desempenham um papel importante no diagnóstico do potencial intelectual, perfil neuropsicológico bem como diagnóstico e tratamento de fatores motivacionais e afetivos correlatos.

Outros profissionais, como fonoaudiólogas e terapeutas ocupacionais podem contribuir significativamente no atendimento de dificuldades da linguagem e/ou da coordenação motora, atenção etc. O ideal é que o plano de tratamento seja formulado de forma colaborativa entre a criança, os pais, as educadoras e os demais profissionais.

Uma avaliação neuropsicológica permite reconhecer os pontos fortes e fracos das crianças contribuindo para o planejamento das estratégias mais eficazes de intervenção. O tratamento deve focalizar os níveis orgânicos, educacionais e psicológicos. Apesar de o tratamento ser multidisciplinar, nem todas as intervenções devem ser realizas simultaneamente. O tratamento é implementado em longo prazo e envolve um custo enorme em termos de recursos de trabalho e tempo, emocionais, financeiros etc.

Devem ser estabelecidas prioridades, de comum acordo entre os envolvidos. Nenhum tratamento será eficaz se não for aceito pelo cliente principal que é a criança. É preciso considerar também e fazer bom uso dos recursos disponíveis na comunidade.

O atendimento deve ser coordenado por um profissional de referência, o chamado case manager, no qual a família e o cliente confiam e o qual conhece a fundo o caso e as necessidades da criança.

Pode-se perceber que o tratamento da discalculia é composto por profissionais tanto na área educacional e também de profissionais da área da saúde. Assim, é notória a gravidade e a importância de se conhecer e saber lidar com a discalculia que é cada vez mais presente e cada vez menos difundida.

A ansiedade e a depressão podem estar presentes nos transtornos de aprendizagem, sempre se deve avaliar a importância desses componentes no agravamento dos problemas com a matemática.

O prognóstico das discalculias de desenvolvimento depende de variáveis tais como: severidade do transtorno, grau de deficiência da criança na execução de provas neuropsicológicas, prontidão para iniciar o tratamento e a cooperação dos pais como coadjuvantes do tratamento.



11. O que ocorre com crianças que não são tratadas precocemente?

Além de ser muito freqüente, a discalculia do desenvolvimento compromete o desenvolvimento do indivíduo de diversas formas:

1) contribui para a redução da escolarização profissional e da qualificação profissional;

2) afeta o bem-estar do indivíduo e da família, causando estresse, desmoralizando a criança, diminuído sua auto-estima, a motivação para o estudo e podendo ser um fator contributório para formas de transtornos mentais;

3) a frustração associada às dificuldades crônicas de aprendizagem associa-se ao surgimento de comportamentos desadaptativos do tipo desobediência, agressividade e comportamentos anti-sociais.

De um modo geral, a educação matemática insuficiente compromete o funcionamento do indivíduo na vida cotidiana e social, sendo um dos principais fatores associados com desemprego e renda inferior.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, o professor juntamente com a equipe multidisciplinar poderá atuar como minimizadores dos sintomas que a discalculia manifesta. Sendo assim, o discalculio passa a ter um novo desenvolvimento nas suas práticas educacionais, com menos dificuldades, com um maior desempenho escolar, conforto e acima de tudo proporcionar uma vida cada vez mais próxima da normalidade. Não se pode apenas pensar em diagnosticar o indivíduo, deve-se também analisar qual é o melhor tratamento e esse deve ser feito de forma sistemática com uma equipe multidisciplinar preparada com total apoio e confiança não só pela família, mas sim da principal cliente que é o discalculio.
FONTE:http://inclusaobrasil.blogspot.com.br/2011/05/o-que-e-discalculia.html

domingo, 23 de setembro de 2012

Coleção Papel de carta Teste p/ avaliação das dificuldades aprendizagem.

Coleção Papel de carta Teste p/ avaliação das dificuldades aprendizagem.

Teste para avaliação das dificuldades de aprendizagem da criança.
A aplicação deve ser efetuada na fase diagnóstica, do trabalho de consultório, após Sujeito e Aplica

dor já terem estabelecido um certo vínculo.
Faixa de utilização: Aplicável em crianças de 5 a 11 anos
Forma de aplicação: individual
Tempo de aplicação: sem limite de tempo (em média de 50 a 60 minutos).
Composição: Manual, Pranchas .

DESCRIÇÃO DAS LÂMINAS:
 
LÂMINA 01 - COMUNICAÇÃO,
LÂMINA 02 - VINCULAÇÃO AFETIVA;
LÂMINA 03 - RECEBIMENTO DO AFETO;
LÂMINA 04 - INTERVENÇÃO FAMILIAR;
LÂMINA 05 - RELAÇÃO COM A APRENDIZAGEM;
LÂMINA 06 - PROGNÓSTICO.
 









quarta-feira, 19 de setembro de 2012

**DISLEXIA**

Dislexia



Dr. Drauzio Varella.

Dislexia é um transtorno genético e hereditário da linguagem, de origem neurobiológica, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. A dislexia compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com correção e fluência e de compreender um texto. Em diferentes graus, os portadores desse defeito congênito não conseguem estabelecer a memória fonêmica, isto é, associar os fonemas às letras.
De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, pode manifestar-se em pessoas com inteligência normal ou mesmo superior e persistir na vida adulta.
A causa do distúrbio é uma alteração cromossômica hereditária, o que explica a ocorrência em pessoas da mesma família. Pesquisas recentes mostram que a dislexia pode estar relacionada com a produção excessiva de testosterona pela mãe durante a gestação da criança.
Sintomas
Os sintomas variam de acordo com os diferentes graus de gravidade do distúrbio e tornam-se mais evidentes durante a fase da alfabetização. Entre os mais comuns encontram-se as seguintes dificuldades: 1) para ler, escrever e soletrar; 2) de entendimento do texto escrito; 3) para de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações; 4) para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia); 5) ortográficas: troca de letras, inversão, omissão ou acréscimo de letras e sílabas (disgrafia); 6) de organização temporal e espacial e coordenação motora.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por exclusão, em geral por equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, neurologista). Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.
É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua auto-estima e projeto de vida.
Tratamento
Ainda não se conhece a cura para a dislexia. O tratamento exige a participação de especialistas em várias áreas (pedagogia, fonoaudiologia, psicologia, etc.) para ajudar o portador de dislexia a superar, na medida do possível, o comprometimento no mecanismo da leitura, da expressão escrita ou da matemática.
Recomendações
* Algumas dificuldades que as crianças podem apresentar durante a alfabetização só ocorrem porque são pequenas e imaturas e ainda não estão prontas para iniciar o processo de leitura e escrita. Se as dificuldades persistirem, o ideal é encaminhar a criança para avaliação por profissionais capacitados;
* O diagnóstico de dislexia não significa que a criança seja menos inteligente; significa apenas que é portadora de um distúrbio que pode ser corrigido ou atenuado;
* O tratamento da dislexia pressupõe um processo longo que demanda persistência;
* Portadores de dislexia devem dar preferência a escolas preparadas para atender suas necessidades específicas;
* Saber que a pessoa é portadora de dislexia e as características do distúrbio é o melhor caminho para evitar prejuízos no desempenho escolar e social e os rótulos depreciativos que levam à baixa-estima.

http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/dislexia/

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sugestões de jogos para Discalculia

 

Os jogos constituem um espaço privilegiado para a aprendizagem e, quando bem utilizados, ampliam possibilidades de compreensão através de experiências significativas que se propõem.

Além disso, possibilitam a busca de meios pela exploração, ainda que desordenada, actuando como aliados fundamentais na construção do saber.
Os jogos, portanto, são actividades que devem ser valorizadas desde o nascimento, pois é através delas que a criança aprende a movimentar-se, falar e desenvolver estratégias para solucionar os problemas que terão pela frente (Silva, 2008).


Abaixo serão apresentadas alguns jogos/actividades, que podem ser trabalhadas tanto em salas de aulas, ou até mesmo em casa, com a supervisão dos pais, professores ou especialistas:


Matrix

O jogo é composto de um tabuleiro quadriculado de 6 x 6 e trinta e seis peças, sendo: um curinga; uma com a indicação "+15"; uma com "-6"; três com "0 (zero); quatro com "+5"; e as 26 restantes com indicações de "-1, +1,-2, +2, -3,+3,-4,+4,-5,+8,-10,+10", sendo duas de cada.

O jogo é desenvolvido com a participação de dois jogadores que têm como objectivo conseguir o maior número de pontos.

Os participantes, juntos, posicionam, no tabuleiro, as 35 fichas com os números e o curinga, todos voltados para cima.

O primeiro a jogar escolhe se vai retirar a ficha na horizontal ou na vertical e, na primeira jogada, retira o curinga e um número que seja na mesma linha (ou coluna, conforme a opção inicial). A seguir, cada jogador, na sua vez, retira uma ficha da coluna ou na linha (de acordo com a opção inicial) da qual foi retirada a última ficha.

A partida termina quando não restarem fichas na coluna ou na linha e o vencedor será aquele jogador que, ao adicionar os pontos das fichas retiradas, conseguir maior soma.

Os participantes tendem a escolher, de início, as peças com valor maior, deixando as de menor valor para fim. com o tempo perceberam que existem estratégias para se obter maior número de pontos, inclusive criando "armadilhas" para o adversário.


Tangram

O jogo é composto de sete peças (cinco triângulos, um quadrodo e um paralelogramo), de cartelas com diferentes figuras e é desenvolvido por um participante, que tem por objectivo formar um quadrado com as sete peças.

Para início do jogo, deve-se procurar uma superfície plana. Encontrado o local adequado, o participante deve ter em mente que todas a sete peças devem, obrigatoriamente, ser utilizadas na formação de uma figura, sem a sobreposição de peças.

O Tagram permite milhares de combinações. Exercitando a inteligência e imaginação, o jogador pederá criar figuras inéditas, enriquecendo, assim, o acervo já existente.


O jogo do Dominó
Colaca-se a disposição da criança um jogo de dominó.
Ela deve ordenar as peças de acordo com a numeração de bolinhas contidas nas extremidades, utilizando as regras do dominó. À medida que é apresentada uma peça o aluno deve colocar a correspondente.
Esta actividade visa desenvolver a percepção do sistema de numeração e estimular a associabilidade, a noção de aequência e a contagem.


Jogo dos cubos e das garrafas


Inicialmente procuramos deixar a criança à vontade e descontraída realizando algumas perguntas para envolvê-las no jogo. Em seguida deixamos á disposição da criança algumas folhas de papel, caneta e lápis coloridos para realização de desenhos.

Entregamos algumas garafas de plásticos de tamanhos bem diferentes e alguns cubos de madeira coloridos para que ela enfileire os objectos sem observar regras. Depois pede-se que separe as garafas maiores das menores, comparando os tamanhos e verbalizando os conceitos de "grande" e "pequeno".
Esta actividade visa verificar as noções de tamanho (grande/pequeno) e a capacidade de percepção espacial e a atenção da criança.


Jogo das garrafas coloridas

Selecionamos oito garrafas de plástico diferentes, a 1ª com 15cm de altura, as outras com 12,5 cm, 10 cm, 7 cm, 5,25 cm, 4,0 cm e 3,5 cm com acabamento de fitas colantes nas beiras.
A criança deve ordenar as garrafas em tamanhos, agrupando,as de tamnhos quase iguais ou diferentes, ordenando-as em fileiras, da menor para a maior e da maior para a menor.
Estas actividades tem como objectivo verificar as noções de tamanho (maior/menor) e estimular a coordenação motora e a contagem.


Botões matemáticos

Separamos botões de várias cores e tamanhos, selecionados por cores e tamanhos. 15 botões brancos, outros tantos azuis e assim por diante.
A criança é orientada a separar botões por tamanhos, na quantidade solicitada, utilizando cordel e folha de papel.
Ela pode ser orientada a formar dúzias ou dezenas.
Esta actividade permite identificar, com facilidade se a criança domina as noções de "meia dúzia", "uma dúzia", "uma dezena" e levar o alunos à descoberta de que duas "meias dúzias" formam uma "dúzia".
O objectivo é desenvolver a habilidade de compreensão de sistema de numeração, a coordenação motora e orientação espacial.


A batalha

Materia: cartas do baralho . Às a 10
Conteúdo: leitura de numeros, comparação
A meta é ganhar mais cartas. Um dos jogadores distribui as cartas: uma para cada participante e cada rodada. Aquele que virar a carta mais alta pega todas as cartas para si. Todas as jogadas se repetem da mesma forma até que todas as cartas já tenham sido distribuídas. Se abrirem cartas iguais, os jogadores que empataram devem virar outra carta e aquele que tirar a mior ganha. Pode ser jogado em duplas ou pequenos grupos.


7 Cobras

Material: 2 dados, lápis e papel
Conteúdo: soma de dados, leitura e grafica de números
Escreve-se a sequência númerica na folha de papel (2 a 12). Na sua vez de jogar, o jogador soma os dados e marca com um X o número sorteado. Se a soma der 7, o jogador desenha uma cobra no seu papel. Quem marcar todos os números primeiro, com o menor número de cobras é o vencedor. Quem obter 7 cobras sai do jogo.


Quantos patos tens?

Material: 2 ou 3 dados, folhas de papel e lápis
Conteúdo: soma de dados, sequência númerica, comparação de quantidade, representação numérica
Combina-se antes de iniciar o número de rodadas. Cada um, na sua vez de jogar, joga os dados e efectua a soma marcando a quantidade obtida na sua folha. Ao final das rodadas, soma-se todas as quantidades obtidas e ganha aquele que obteve maior numero de "patos".


Número oculto

Material: lápis e papel
Conteúdos: comparação de quantidades, sequência numérica, raciocínio lógico matemático.
Sorteia-se um jogador para iniciar. Este pensará em um número dentro do limite estabecendo pelo grupo (0 a 10 ou 10 a 20 ou 0 a 50) anotando no papel sem deixar ninguém ver. Os outros participantes deverão, um de cada vez dizer números a serem comparados com o número oculto pensado pelo jogador. O aluno que pensou no número deve dizer se os números ditos pelos amigos são maiores ou menores que o número pensado por ele, até que alguém descubra o número oculto e ganhe o direito de pensar nele, iniciando uma nova rodada.


Jogo do detetive

Material:blocos lógicos
Conteúdo: os trabalhados com os blocos, raciocínio lógico.
As crianças podem ser organizados em duas equipas. Cada equipa dispõe de um jogo de blocos.

Nível 1 - a equipa 1 escolhe uma peça e coloca atrás de um anteparo. A equipa 2 dispõe os blocos a sua frente, para ajudar a organizar o raciocínio. Esta equipa deve discutir a estratégia de pergunta. Por exemplo: é vermelha? se a equipa 1 responder que não, a equipa 2 poderá retirar as peças vermelhas e pergunta: é amarela? as perguntas continuam até que a equipa 2 possa descobrir qual é a peça que está atrás do anteparo. Então as equipas invertem as posições e a equipa 2 passa a esconder a peça. Uma variante é marca o número de perguntas que cada equipa faz, ganhando o jogo, quem fizer o o menor número de pergunta. Entretant, se chutar e errar, perder o jogo.

Nível 2 - quando o jogo com a manipulação das peças se tornar fácil, podemos surgir que as crianças apenas olhem para as peças, mas não as toquem.

Nível 3 - este nível é bem mais difícil. poruqe exige um raciocínio classificatório interiorizado, vamos surgir que as crianças descubram a peça sem olhar para outro conjunto de blocos.

Nível 4 - esconderemos duas ou três peças simultaneamente, que deverão ser descobertas.



Referências Bibliográficas:


Silva, W.C. (2008). Discalculia: uma abordagem à luz da Educação Matemática.Relatório Final para concretização do Projecto de Iniciação Ciêntifica, PIBIC, Univerdidade de Guarulhos, Guarulhos.

Smole, K.S et all (2000). Brincadeiras Infantis nas Aulas de Matemática : matemática de 0 a 6. Porto Alegre: Armed.

sábado, 15 de setembro de 2012

Jogo dos Quadrados



Jogo dos Quadrados

Jogo dos Quadrados é um jogo tanto para interior como para jogar ao ar livre. Jogo dos Quadrados pode ser jogado por grupos de crianças.

Jogo dos Quadrados

O jogo dos quadrados é excelente para trabalhar a noção espacial e também a capacidade auditiva e de concentração. Adequa-se a crianças como idades superiores a 6 anos.

O que precisa para Jogo dos Quadrados

Para realizar este jogo precisa de giz para delimitar os quadrados e de tecido suave para vendas.

Descrição e Regras do Jogo dos Quadrados

Primeiro desenha-se no chão um retângulo e divide-se seis quadrados numerados de 1 a 6.
Cada jogador olha para os quadrados durante algum tempo antes de ser vendado.
Cada jogador tem de dar um salto para entrar no primeiro quadrado. Se conseguir os colegas dizem “dentro”, caso não consiga dizem “fora” e este jogador sai do jogo e dá a vez ao seguinte.
Ganha quem conseguir chegar até ao último quadrado.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

**Dinâmica da Família**

Dinâmica da Família


Dinâmica da família permite sondar o relacionamento com as figuras parentais. Dinâmica da família favorece a expressão real e verdadeira desse mesmo relacionamento.

Material para Dinâmica da Família

A realização destina-se a um grupo entre 5 e 15 participantes, com idades superiores a 10 anos e poderá demorar uma hora ou mais de acordo com o número de participantes. Apenas necessita de uma sala que permita que os participantes se possam sentar em círculo.

Como realizar a Dinâmica da Família

O animador convida os participantes a imaginarem que estão na casa dos pais prestes a contar-lhes algo acerca da sua vida, algo recente que tenha acontecido ou está a acontecer ou ainda algo que vai acontecer.
Após uma pequena pausa, para permitir que os participantes visualizem a cena, o animador procura um voluntário para representar a cena que imaginou na sua mente. O voluntário escolhe, entre o seus pares, um participante para representar a sua mãe e outro para representar o seu pai. Após a formação desta família, passa-se efetivamente à dramatização.
No final o animador deve promover o diálogo acerca da cena apresentada, permitindo, assim, a partilha.
Como esta dinâmica pode causar muita tensão é importante que o animador se certifique do grau de coesão e empatia do grupo. Deverá estar atento, durante a representação, a quem o participante se dirige mais, qual o tempo verbal da comunicação, ao comportamento não verbal, etc.

sábado, 8 de setembro de 2012

**OLHAR PSICOPEDAGÓGICO**


OLHAR PSICOPEDAGÓGICO

      O olhar do psicopedagogo deve ser um olhar diferenciado, avaliando, investigando, buscando não o que esta visível, mas principalmente oculto nas entrelinhas do aprendiz. Um olha especial, de escuta humano limpo de preconceitos, de estereótipos, ou dos pensamentos negativos. Proporcionado uma visão integradora do processo de aprendizagem humana.

Vamos exercitar o olhar psicopedagógico?


 

      Faça um passeio em uma praça, olhe tudo a sua volta, não apenas passe pela praça, sinta, observe, admire, busque informações, levante hipóteses, questione, registre com fotografias. Depois faça um estudo, e avaliando seu olhar sobre... Caso desejar, deixe registrado aqui sua experiência, aguardamos!


Gracilene Vasconcelos